Guia completo de segurança contra trovoadas — aprenda a proteger-se, a proteger quem o rodeia e a agir em caso de emergência.
Uma descarga elétrica de proporções extraordinárias que liga a nuvem à terra em milissegundos.
Dentro de uma nuvem cumulonimbus, partículas de gelo colidem violentamente. As mais leves ficam positivas (topo) e as mais pesadas ficam negativas (base).
A base negativa da nuvem induz cargas positivas no solo. O campo elétrico intensifica-se até ultrapassar a rigidez dielétrica do ar (~3 MV/m).
Um canal de plasma ionizado avança da nuvem em direção ao solo em passos de ~50 m, ramificando-se e procurando o caminho de menor resistência.
Quando o líder conecta ao solo, uma corrente maciça (até 200 kA) percorre o canal de baixo para cima — é o relâmpago que vemos. Aquece o ar a 30.000 °C, criando o trovão.
Preparação e prevenção — o que fazer antes que a tempestade chegue.
Se entre o relâmpago e o trovão passam menos de 30 segundos, está em perigo — abrigue-se imediatamente.
Após o último trovão, espere pelo menos 30 minutos antes de sair.
Comportamento de segurança conforme a situação em que se encontra.
Clique em cada afirmação para descobrir a verdade.
O que fazer se alguém for atingido por um raio — cada segundo conta.
Não perca tempo precioso com receio de eletrocussão. Inicie o socorro imediatamente.
Chame imediatamente a emergência médica. Informe a localização exata e que se trata de uma vítima de descarga atmosférica.
Chame pela pessoa e toque nos ombros. Se não responder, verifique a respiração: olhe o peito, ouça e sinta o ar durante 10 segundos.
Se a vítima não respira normalmente, inicie compressões torácicas: 30 compressões (5-6 cm de profundidade, ritmo de 100-120/min) seguidas de 2 ventilações. A paragem cardíaca é a principal causa de morte — o SBV imediato é crucial.
Se houver um Desfibrilhador Automático Externo por perto, use-o. O dispositivo analisa o ritmo cardíaco e indica se o choque é necessário. Siga as instruções de voz.
Se a vítima está consciente, mantenha-a deitada e aquecida. Procure queimaduras de entrada e saída. Não aplique gelo nem pomadas. Monitorize sinais vitais até à chegada da emergência.
Como funciona um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA).
Hastes, cabos ou malhas condutoras instaladas na cobertura do edifício que recebem a descarga atmosférica. Dimensionadas pela IEC 62305-3 conforme o nível de proteção.
Condutores que levam a corrente do raio desde a captação até ao elétrodo de terra, distribuídos pelo perímetro do edifício a intervalos regulares.
Rede de elétrodos enterrados que dispersa a corrente do raio no solo de forma segura. A resistência de terra deve ser a mais baixa possível (tipicamente <10 Ω).
Dispositivos de proteção contra sobretensões nas linhas elétricas e de telecomunicações. Limitam as sobretensões transitórias causadas pelo raio, protegendo equipamentos.
Interligação de todas as partes metálicas, tubagens e blindagens ao sistema de terra para evitar diferenças de potencial perigosas durante a descarga.
Avaliação segundo a IEC 62305-2 que determina a necessidade e o nível de proteção do SPDA. Considera a localização, geometria, ocupação e consequências.
Números que revelam o poder e o impacto das descargas atmosféricas.
Está preparado para uma trovoada? Descubra em 8 perguntas.